Chega setembro e parece que o clima muda por aqui.
A pilcha sai do armário, os galpões ficam mais movimentados, o cheiro de churrasco aparece com mais frequência e a música gaúcha ganha ainda mais espaço. Tem encontro, baile, desfile, acampamento, roda de conversa e gente reunida por todos os lados.
E, no meio de tudo isso, quase sempre tem uma cuia passando de mão em mão.
Talvez seja por isso que o chimarrão pareça ainda melhor em setembro.
Não porque ele seja exclusividade da Semana Farroupilha. Muito pelo contrário.
O chimarrão faz parte da nossa rotina o ano inteiro. Está na cozinha logo cedo, acompanha o trabalho, vai para a lavoura, para a estrada, para a praça, para a frente de casa. Está numa visita sem hora marcada e naquela conversa que começa com um “vamos tomar um mate?” e vai longe.
Setembro só faz essa relação ficar ainda mais evidente.
O chimarrão não aparece em setembro porque é tradição
Ele virou tradição porque sempre esteve presente.
Muito antes das comemorações da Semana Farroupilha começarem, o chimarrão já fazia parte da vida de quem mora por aqui.
E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas dessa tradição.
Não precisamos de uma ocasião especial para preparar uma cuia. Muitas vezes, ela simplesmente está ali. Faz parte.
O chimarrão acompanha momentos importantes, mas também aqueles que parecem pequenos demais para guardar na memória.
Uma conversa na cozinha.
A espera pelo churrasco ficar pronto.
O mate antes de sair de casa.
Uma tarde inteira com os amigos.
A visita que chega e nem precisa perguntar se aceita um mate.
São hábitos simples que, repetidos por gerações, ajudam a contar quem somos.
Na Semana Farroupilha, tudo isso ganha ainda mais força
Durante o mês de setembro, celebramos de forma mais intensa costumes que fazem parte da nossa identidade.
E o chimarrão ocupa um lugar especial nisso porque combina com algo que está no coração da cultura gaúcha: estar junto.
Uma cuia dificilmente representa pressa.
E, em uma época em que quase tudo parece acontecer rápido demais, talvez exista algo especialmente bonito em manter um costume assim.
Por aqui, essa tradição faz parte do nosso trabalho todos os dias
Na Erva Mate Santiago, setembro também é um mês especial. Mas o compromisso com o chimarrão acontece de janeiro a janeiro.
É aqui, em Santiago, que diariamente damos continuidade a um processo que começa nos ervais nativos do Paraná.
Nossa matéria-prima passa por diferentes etapas até chegar à fábrica, onde fazemos a moagem, o beneficiamento e o empacotamento da erva-mate.
Produzir diariamente é uma escolha que tem muito a ver com aquilo que acreditamos: quem valoriza um bom chimarrão percebe o cuidado nos detalhes.
Na cor viva da erva.
No aroma quando o pacote abre.
No sabor.
Na espuma.
E, principalmente, naquele primeiro mate bem cevado.
São mais de 30 anos trabalhando com um produto que, para nós, nunca foi apenas um produto.
Faz parte da nossa história e da história de quem vive aqui.
Setembro passa. A tradição fica.
Quando a Semana Farroupilha terminar, as pilchas voltam para o armário, os CTGs ficam mais tranquilos e a rotina retoma seu ritmo.
Mas amanhã cedo alguém vai esquentar a água.
Vai abrir um pacote de erva.
Vai preparar a cuia do seu jeito.
E mais um dia vai começar acompanhado de um bom chimarrão.
Talvez seja essa a resposta.
O chimarrão parece ainda melhor em setembro porque, neste mês, a gente percebe com mais força tudo aquilo que ele representa durante o ano inteiro.
Companhia. Encontro. Costume. Memória. Identidade.
Um pedacinho da nossa região que cabe dentro de uma cuia.
Erva Mate Santiago.
Feita pra ti.
